segunda-feira, 1 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
COMPORTAMENTO E CONSUMO.
Diante do contexto social atual as questões ligadas ao meio ambiente se tornaram fatores de suma importância para o cenário mercadológico mundial, o modo de produção capitalista e as suas relações de consumo interferem diretamente no equilíbrio do meio ambiente com uma dinâmica alheia em relação aos impactos causados pela manufatura de produtos, diante destas perspectivas, a sociedade do século XXI se vê defronte a novos desafios para o desenvolvimento socioambiental sustentável, um destes desafios está atrelado ao comportamento de consumo do indivíduo, a conscientização do consumidor perante esta nova realidade se torna uma peça chave tanto para a preservação do meio ambiente quanto para o crescimento econômico, a educação ambiental também é um fator determinante para a perspectiva da sustentabilidade, uma vez que trata diretamente da visão de mundo no que diz respeito ao relacionamento entre natureza e sociedade.
Para o Instituto Akatu, o consumidor consciente e conectado a essas práticas tem um papel fundamental. Em suas escolhas cotidianas, o consumidor tem o poder de decidir sobre a forma como consome recursos naturais, produtos e serviços. Ou ainda pode decidir entre as empresas das quais irá comprar em função de seu compromisso com a sociedade e o meio ambiente. E por final, é uma pessoa que pode estimular essas idéias para outras pessoas ou grupos, ajudando a disseminação desse importante conceito.
A compreensão das relações capitalistas e de consumo requer o entendimento da cultura dentro de um contexto histórico, desta forma é possível conhecer a sociedade moderna e aspectos norteadores que fundamentam seu desenvolvimento ao longo da história.
Atualmente há uma necessidade de repensar as ações características na sociedade contemporânea em aspectos que norteiam o consumo da forma inconsciente, a crise ambiental recorrente da intervenção do homem necessita soluções a curto e em médio prazo, a partir da década de 90 a percepção dos impactos ambientais começa a ser redefinida, a questão ambiental, levando-se em consideração os altos padrões de consumo e estilos de vida, somente com a mudança de comportamento das relações de consumo e a participação do estado de forma concreta, a utilização dos recursos naturais será atrelada a capacidade finita do planeta e com isso incorporada aos conceitos de desenvolvimento sustentável.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Sociedade 2.0

As vezes o que se consegue analisar é que pouco se conhece sobre essas novas manias da vanguarda tenconólogica e cultural, e como utiliza-las para o mundo dos negócios, eu como frequentador desse canais sempre observo que a audiência está envolvidada em vários tipos de ruídos no que tange comunicação.
A Web 2.0 onde tudo é compartilhado e a passividade que a mídia convencional adora não se faz presente, conteúdos opinativos, propagandas interativas e total liberdade para a expressão de idéias e atitudes, a reivenção da comunicação diante desta nova perspectiva se torna um super projeto para quem precisa ter sua marca ou seu produto no mercado, todos os pontos deste processo necessitam ser analisados de forma a minimizar os erros, pelo fato de que, a comunicação que será deflagrada estará "ao vento" dentro deste mundo binário, qualquer erro que seja perceptível, a audiência paritcipativa está pronta para fazer suas análises, pelo menos em tese é isto.
As redes socias são ferrmentas formidáveis para todas as esferas sociais, reflexo da democracia não representativa, onde você se torna dono irrevogável de suas palavras e isso para o desenvolvimento social é fator de suma importância que deve ser tratado em primeiro plano perante as empresas e os meios de comunicação em geral.
O século XXI é interativo dinâmico com questões que envolvem diretamente o cotidano dos indivíduos e Web 2.0 com todas suas ferramentas é uma poderosa arma contra a letargia social o niilismo e condicionamento humano, entretanto existe uma barreira a ser quebrada, a inclusão digital, o acesso precisa ser democrático sem limitações é desta forma que a internet será consolidada com uma das maiores invensões do homem moderno.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
VOCÊ ESTÁ NO CURRAL?
A pior aberração de nossa política é o curral eleitoral. Muita gente não sabe, mas nas eleições – especialmente para o legislativo – existe um grande jogo de cartas marcadas, onde os eleitos já entram na disputa com a dimensão de quantos votos vão ter.O curral eleitoral é uma espécie de compra de votos institucionalizada e funciona através da profissionalização de lideranças comunitárias que recebem salário de um candidato para trabalhar o nome dele na respectiva comunidade. É essa liderança que comanda as visitas do candidato às associações de bairro, organiza os churrascos, distribui material e faz com que seus amigos e conhecidos da região votem, formando assim o curral.
Paralelamente à ação da tal liderança, outras medidas fortalecem o curral: compra de espaço em jornais de bairro; fornecimento de transporte para o dia da eleição, que garante que todos do curral votem; contratação de um poderoso grupo de “faxeiros”, que fixa faixas e placas do candidato no curral e parte para a briga se outro candidato aparecer.
Voto de opinião fora
Esse sistema político vigente em nosso país explica a ampla maioria de vereadores e deputados que nenhum de nós nunca ouviu falar. São pessoas que estão se lixando pra opinião pública, nem querem aparecer pois estão superconfortáveis com seu lote de poder. A cada quatro anos seus currais garantem a manutenção das regalias. Mesmo os mais famosos, que aparecem entre os formadores de opinião cheios de verdades, também mantêm currais que garantirão sua vitória e a manutenção da imagem de político vencedor.
Além da óbvia questão ética, os currais destroem um dos pilares do sistema democrático: o voto de opinião. Não existe quase espaço para candidatos lastreados em ideias claras, novas e que queiram entrar na política por idealismo. A campanha pelo debate de ideias, o envio de propostas para amigos, a militância verdadeira e engajada se confrontam com as máquinas de votos baseadas nos currais. As chances de êxito são mínimas. Isso explica a pífia renovação da política, que só acontece quando alguma celebridade trash se candidata e depois some do mapa como todos os outros eleitos.
Nas últimas edições da Trip, a coluna se debruçou na busca pelo que chamamos de outra política. Transparência, simplicidade, cabeça aberta para o novo e a busca por uma nova ordem mundial. Acreditamos verdadeiramente que o novo está aí para substituir o velho, mas para isso acontecer na prática precisamos atacar os alicerces de picaretagem e manutenção do status quo político. Que toda nossa munição se destine à destruição dos currais eleitorais e de tudo o que eles representam. Proponho que em 2010 o leitor não vote em quem tem curral. Todos ficarão pasmos e até arrependidos com votos passados. Sobrarão pouquíssimas opções, mas garanto que já é um bom começo.
Originalmente publicado na coluna Outra Política da Revista TRIP Ed. Setembro 2009.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Join Brazil

Não foi à toa que o Brasil foi o país escolhido para dar início à campanha mundial contra o aquecimento global. Enquanto praticamente todos os outros países se comprometeram apenas vagamente a reduzir as emissões de carbono em 80% até 2050, o Brasil já tem 50% da matriz energética fundamentada em fontes renováveis, contra 12% da União Européia e 10% dos Estados Unidos. O país também detém ecossistemas mundialmente conhecidos como a Amazônia e o Pantanal, que podem ser seriamente afetados com o aquecimento global. O pioneirismo e a liderança do Brasil ganham ainda mais força quando são avaliados outros aspectos fundamentais. O país é um dos maiores e mais populosos do mundo, com amplos recursos naturais, uma economia forte, uma demografia que facilmente poderia ser vista como uma média dos índices mundiais e em boa situação diplomática com inúmeras nações. Apesar da posição avançada em relação ao assunto, ainda falta muito para o país se tornar uma sociedade sustentável. Ainda há grandes desafios como a redução do desmatamento da Amazônia e a exploração sistemática e insustentável do meio ambiente. Apesar disso, grande parte da população já despertou para o fato de que é preciso mudar, tornando os hábitos menos prejudiciais. Lideranças brasileiras e parte da população do país já compreenderam a urgência e responsabilidade de tomar atitude e assumiram a responsabilidade de carregar a bandeira da luta contra o aquecimento global. Junte-se a eles. Junte-se ao Brasil. Join Brazil.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Criminalidade no Congresso Nacional configura crise das instituições
Criminalidade no Congresso Nacional configura crise das instituições. A Transparência Brasil vem a público para exigir do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União providências em relação aos escândalos que se sucedem nas duas Casas do Congresso Nacional sem que essas instituições respondam à altura.
Observa-se a inércia dessas Casas legislativas no que tange a tomada de medidas convincentes para investigar os suspeitos, punir os culpados e, mais importante, tomar as medidas preventivas destinadas a evitar a reprodução da criminalidade documentada.Tal inércia, aliada ao cinismo das explicações e subterfúgios empregados não só pelos principais suspeitos, mas pelas próprias Mesas Diretoras das Casas, precipitou o Parlamento num abismo de desprestígio junto à população.
Ainda que de modo difuso e de difícil mensuração, é evidente que o eleitor brasileiro está perdendo a confiança no Legislativo, nos partidos políticos e no próprio princípio de representação eleitoral.
A legitimidade dos organismos do Estado passa a ser duvidada e mesmo contestada pela população.
Os exemplos de malfeitorias cometidas por deputados, senadores e funcionários, bem como por deputados estaduais e vereadores de todo o país, desgastam a confiança do público em relação às instituições parlamentares. É crescente a quantidade de pessoas que se perguntam para quê elas existem e para quê votar.
Tal erosão de confiança não se limita ao Parlamento. Na medida em que os organismos de controle se comportam timidamente em relação ao verdadeiro gangsterismo que se tem espraiado pelo Legislativo brasileiro, o descrédito da população se estende também a tais organismos.
O que isso configura é a materialização de uma crise institucional.
Só existe uma saída institucional para isso, e ela é de responsabilidade do Judiciário e seus órgãos auxiliares, em primeiro lugar o Ministério Público.
* * *Seria ocioso listar todos os atos ilícitos praticados por parlamentares que têm vindo a público e que têm sido escamoteados pelas instituições legislativas.
Para mencionar apenas dois dos escândalos que foram noticiados nos últimos meses, deputados e senadores usaram dinheiro público para adquirir passagens aéreas para parentes e apaniguados; ao longo de anos, o Senado conviveu com mecanismos ilegais de contratação, promoção e atribuição de benefícios a funcionários, senadores, ex-senadores e pessoas indicadas por estes.
É a seguinte a lista dos crimes previstos no Código Penal de que parlamentares e funcionários dessas Casas são suspeitos, em alguns casos in totum: Peculato (Art. 312); Peculato mediante erro de outrem (Art. 313); Inserção de dados falsos em sistema de informação (Art. 313-A); Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações (Art. 313-B); Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento (Art. 314); Emprego irregular de verbas ou rendas públicas (Art. 315); Corrupção passiva (Art. 317); Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado (Art. 324).
Ou seja, suspeita-se de que os atos de grandes quantidades de parlamentares e de funcionários do Senado e da Câmara sejam capituláveis na virtual totalidade dos artigos do Título XI, Capítulo I do Código Penal, que trata dos crimes contra a administração pública praticados por agentes públicos.
Frente a isso, tanto no caso da Câmara quanto no do Senado, em vez de buscar o ressarcimento dos montantes desviados e a abertura de processos contra os parlamentares envolvidos, as respectivas Mesas Diretoras apressaram-se a inocentar em bloco os envolvidos.
Nos dois casos, fizeram-no com base em argumentos pseudo-jurídicos que não resistem à primeira análise. A saber, na Câmara dos Deputados alegou-se que seriam lícitos comportamentos praticados porque não havia proibição específica – quando, para agentes públicos (como é o caso de deputados federais e senadores), o que vale é a regra oposta, de que só se podem praticar atos explicitamente admitidos. Usar dinheiro público para pagar passagens de terceiros nunca foi admitido e, portanto, os parlamentares que fizeram isso cometeram ilegalidades pelas quais precisam ser punidos.
No segundo caso, do Senado, argumentou-se que atos secretas não poderiam ter sido secretos porque as pessoas beneficiadas trabalharam no Senado apesar de sua contratação, promoção etc. não terem sido publicadas.
Ou seja, tenta-se legalizar o ilegal usando-se como pretexto a materialização da consequência do ato ilegal. É como legalizar o assassinato porque, embora proibido por lei, pessoas cometem assassinatos.
Ao acobertarem ilicitudes cometidas por parlamentares e funcionários, os integrantes das Mesas Diretoras das duas Casas, bem como os membros de suas respectivas Corregedorias e Comissões de Ética, tornaram-se suspeitos de cumplicidade, ou no mínimo daquilo que é definido no Código Penal como Condescendência criminosa (art. 320) ou mesmo Prevaricação (Art. 319).
Cabe aos órgãos de controle o papel de restaurar a confiança bas instituições abalada pela complacência com que o Legislativo tem tratado essas e outras questões. Podem fazê-lo pelo simples cumprimento de suas funções constitucionais.
Assim, a Transparência Brasil dirige ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União, conforme suas competências, intervenções no sentido de:
Ao Ministério Público Federal, que tome providências para a abertura de inquérito contra todos os deputados e senadores que se beneficiaram direta ou indiretamente dos atos em questão, contra os integrantes atuais e passados das Mesas Diretoras de ambas as Casas, contra os integrantes das respectivas Corregedorias e Comissões de Ética e contra todos os funcionários suspeitos de irregularidades.
Ao Tribunal de Contas da União, que abra Tomadas de Contas Especiais tendo por objeto os organismos da Câmara dos Deputados e do Senado no âmbito dos quais as ilicitudes suspeitas foram cometidas bem como os gabinetes de todos os deputados e senadores beneficiados direta ou indiretamente.
São Paulo, 6 de julho de 2009 Fonte: Transparência Brasil Acesso 05/08/2009 14:31
